Produtos de marca própria: aposta para reduzir custos e aumentar lucratividade

Investir em um produtos alimentícios de marca própria nos supermercados é uma tendência que veio para ficar. Afinal, eles dão força para a marca, mostram a identidade da empresa e até reduzem custos. As pesquisas também têm mostrado que eles representam uma fatia cada vez maior das vendas nos supermercado. 

Mas qual é a receita para que os produtos de marca própria façam tanto sucesso? 

Preço até 20% menor

Quando as marcas próprias começaram a chegar nos supermercados, na década de 70, o objetivo era competir com os concorrentes famosos, que tinham preço mais elevado. Até hoje essa característica se mantém e é um apelo forte de vendas. Segundo a Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização (ABMAPRO), o valor de um produto com a marca do supermercado é até 20% menor. 

Isso é possível porque os empresários do setor não tem uma série de custos que uma grande marca. O supermercadista que tem produto de marca própria não precisa de um grande esforço para colocar os produtos nos pontos de venda. Ou seja, não precisa ter uma verba com publicidade, pelo menos na proporção que as grandes marcas. Representantes de vendas também não são necessários, já que os produtos vão para o próprio supermercado. 

Incremento da qualidade 

Porém, não foi apenas o preço menor que conquistou os consumidores. De uns anos para cá, os supermercadistas conseguiram aumentar a qualidade dos produtos e manter o valor mais baixo do que das grandes marcas. 

Com melhoria da qualidade, a venda de produtos de marca própria cresceram 68% de 2010 para 2017, segundo a Kantar Worldpanel. De acordo com a mesma instituição, os produtos de marca própria estavam presentes em 32 milhões de casas brasileiras em 2017. 

Como um produto de marca própria é criado

Há dois caminhos para se desenvolver um produto de marca própria. O mais comum é o supermercadista contratipar um produto já existente. Neste caso, a partir da ficha nutricional é analisada a proporção de ingredientes e elaboradas receitas até se chegar ao que considera-se mais próximo do concorrente. Depois, são feitos testes sensoriais. Nos momentos oportunos, são elaboradas as embalagens e rotulagem nutricional, além da ficha técnica para nortear o processo de produção padronizado. Ela não é obrigatória na maioria das vezes, mas é fundamental para garantir a qualidade dos produtos, já que contém informações importantes sobre o produto que vão além da receita. 

Outra forma de desenvolver um produto de marca própria é criar uma receita original. Segundo Marilda Fajardo, essa é uma demanda mais rara. Porém, é possível elaborar a receita a partir de um briefing em que os clientes relatam as características que desejam que o produto tenha. Também são realizados testes sensoriais, elaboração de ficha técnica nutricional, embalagens, dentre outros. 

Marca própria forte

O apelo da marca própria é grande. No entanto, já é possível encontrar no mercado produtos dos próprios supermercados ou padarias que tornaram-se relevantes por si só, independente do preço. Um exemplo é o pão de queijo do Verde Mar, que já recebeu vários prêmios pela excelência da quitanda. A principal característica do produto não é o preço, pelo contrário, o pão de queijo desse supermercadista tem um valor proporcional à qualidade e mercado que conquistou. 

Assim, é possível tanto ter um produto de marca própria para competir com os concorrentes por preço quanto desenvolver um produto que vai se diferenciar pela qualidade. A escolha de qual caminho seguir vai depender do perfil da sua marca, do seu público-alvo e objetivos de negócios.

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