PÃO DE QUEIJO: “TREM BOM” DE MINAS QUE CONQUISTOU O MUNDO

Vivendo tempos de extrema polarização, fica difícil apontar uma unanimidade, mas pelo menos em terras mineiras podemos arriscar um palpite: o pão de queijo tem o poder de unir diferentes tribos e posições políticas em volta de uma mesa. Quando ele está servido – acompanhado de uma xícara de café – é sinal de que a conversa vai ser boa.

Do Brasil para o mundo, o pão de queijo vem ganhando cada veza mais espaço, seja através do “mercado da saudade” que visa levar produtos da terrinha para quem mora em outros países ou para novos consumidores, as exportações do pão de queijo crescem a cada dia. Só no primeiro quadrimestre de 2019 exportação de Minas Gerais para outros países de misturas e pastas para preparados de padaria, pastelaria e indústria de biscoitos, o que inclui o pão de queijo, somaram US$ 7,379 milhões, crescimento superior a 37%, em comparação com mesmo período de 2018.

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AS GIGANTES BRASILEIRAS DO MERCADO DE PÃO DE QUEIJO

A Forno de Minas, empresa fundada na cidade de João Pinheiro, começou suas atividades em 1990 quando Maria Dalva Mendonça, conhecida carinhosamente como Dalva, começou a fazer pães de queijo para vender. Após 30 anos sua receita ganhou o mundo e hoje a empresa tem o plano, que segue a largos passos, de globalizar seu pão de queijo. Atualmente, a Forno produz 1.700 toneladas de pão de queijo por mês, o que equivale a 68 milhões de bolinhas. 7% dessa produção é exportada.

A empresa é líder do mercado nacional com 39,2% de share de valor. Já presente em 18 países o faturamento das exportações corresponde a 7% do faturamento da companhia e a meta é triplicar a receita de exportação até 2024.

A Maricota Alimentos, Outra gigante do segmento,  que foi fundada e mantém sua fábrica em Luz na região Central de Minas, garante em seu site que é a maior produtora de pães de queijo do mundo e vende o alimento congelado para mais de 15 países. Entre eles, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Botswana, Chile, Uruguai, Angola, Arábia Saudita e Coreia do Sul.

PASSOS IMPORTANTES PARA GANHAR O MUNDO

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Juliana Peixoto, analista de Negócios Internacionais da Fecomércio MG, explica que empresas que pretendem internacionalizar os seus produtos e/ou serviços devem se preparar para um mercado de concorrência acirrada, que requer um alto controle de qualidade. “Principalmente no setor alimentício, cada país tem sua legislação específica e o empresário deve garantir que as regras sejam respeitadas, adequando seus processos de criação e produção, para que o empreendimento tenha todas as licenças necessárias para estar em pleno funcionamento”, explica.

Mesmo obedecendo os critérios de qualidade, o exportador pode se esbarrar em outra barreira: alguns países, visando proteger mercados sensíveis de seus importadores, restringem detalhadamente a entrada de produtos de origem animal. “Um exemplo disso é o embargo ao pão de queijo em alguns países da Europa. Segundo estudo da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), divulgado em 2018, a proibição vem da legislação que impede a importação de produtos com mais de 50% de derivados de leite. No entanto, o pão de queijo tem apenas 20% de lácteos na composição e deveria, segundo a CNI, ser liberado”, acrescenta Juliana.

INVISTA FOODS NO MERCADO INTERNACIONAL DE PÃO DE QUEIJO

Sem revelar muitos detalhes, pois, nesse caso precisamos preservar o sigilo das informações do nosso cliente, podemos compartilhar que a Invista Foods está desenvolvendo uma formula exclusiva de um pão de queijo vegano para um cliente em Londres.

Uma peculiaridade desse mercado é que o produto será comercializado resfriado, uma vez que os londrinos associam produtos congelados à itens qualidade inferior.

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